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Lula volta a Brasília e terá de pensar em troca de ministros; Lewandowski quer sair em janeiro, de preferência nesta semana

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    Corumbá 'ON'
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Por g1 e GloboNews — Brasília

06/01/2026 11h28 Atualizado há 5 horas


Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad — Foto: Estadão Conteúdo e Reuters | Reprodução
Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad — Foto: Estadão Conteúdo e Reuters | Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros.


Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro.


Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira (9).


Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da "PEC da Segurança Pública". A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado.


Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano, mas sinalizou que poderia ficar até o final de fevereiro.


Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta.


Coordenação de campanha


O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT -- e de Lula -- para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.


Antes mesmo da saída de Haddad, o quadro de secretários do ministério da Fazenda já começou a mudar.


Marcos Barbosa Pinto, que estava à frente da secretaria de Reformas Econômicas, deixou o ministério antes do recesso. A saída dele já havia sido anunciada em novembro.


Governistas têm a leitura de que o secretário é uma pessoa do mercado, e não da política. E que a agenda reformista da Fazenda no governo Lula 3 se encerrou. A saída dele, portanto, seria natural para essas fontes.


No caso da Justiça, as negociações são mais complicadas. Dentro do PT, há uma defesa para que Lula aproveite a saída de Lewandowski para atender um pedido do partido e dividir o ministério em dois: o da Justiça e o da Segurança Pública, para dar uma resposta para o eleitorado, que tem criticado o desempenho do governo Lula na área.


Segurança pública está no topo das preocupações do eleitorado de acordo com as últimas pesquisas.


Segundo interlocutores do ministro da Justiça, o desejo dele é encerrar a passagem pela pasta no ato do governo sobre o 8 de janeiro.


Lewandowski já conversou com o presidente Lula, que dará a palavra final de quando a saída irá ocorrer. Os secretários estão informados da decisão desde o fim do ano passado.


Com reserva, o que secretários falam é de um certo cansaço do ministro em lidar com assuntos sensíveis sem apoio do Planalto. As críticas são direcionadas ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.


Os secretários também relatam desânimo pela falta de diálogo qualificado no Congresso Nacional. Para o Ministério da Justiça, os projetos da pasta foram desvirtuados no Congresso Nacional (PEC da Segurança Pública e Antifacção).

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