Morenão novo, futebol ainda sem salto de qualidade

Atualizado: há 5 horas
Por Reginaldo Coutinho
18/09/2026

A notícia é positiva: o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agesul, abriu licitação para contratar a empresa que será responsável pelos serviços de engenharia para adequação e requalificação do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande. O investimento estimado é de 17 milhões e 800 mil reais.
Ótimo. O futebol sul-mato-grossense precisa, sim, de estrutura. Mas fica uma pergunta que não pode ser ignorada: de que adianta ter um Morenão moderno se o nosso futebol continua sem conseguir dar um salto de qualidade?
Há anos, os clubes de Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades para alcançar patamares mais altos no futebol nacional. A Série B continua distante, e mesmo quando algum representante chega à Série C, a caminhada costuma ser curta.
O problema, portanto, não está apenas nos estádios. É preciso fortalecer os clubes, melhorar a formação de atletas, profissionalizar as gestões, ampliar investimentos e criar condições para que nossas equipes possam competir de igual para igual em nível nacional.
A expectativa criada com a chegada de Estevão Petrallás à Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul também ainda não se transformou no salto de qualidade que muitos clubes e torcedores esperavam. A impressão de que tudo mudaria da água para o vinho não se confirmou até agora.
Recentemente, o presidente da CBF, Samir Xaud, esteve no Morenão durante uma vistoria e falou sobre a possibilidade de fortalecer o futebol sul-mato-grossense. A promessa é importante, mas agora é preciso esperar para ver se ela será transformada em ações concretas.
Um Morenão requalificado poderá, naturalmente, receber grandes partidas e competições nacionais, inclusive oferecendo uma estrutura capaz de reduzir custos em comparação com grandes arenas.
Mas o verdadeiro desafio é fazer com que os nossos próprios clubes sejam protagonistas. Porque estádio novo, sem futebol forte, corre o risco de virar apenas um grande palco esperando pelos outros.
Mato Grosso do Sul precisa de um Morenão renovado, mas também precisa de um futebol renovado. Caso contrário, será apenas chover no molhado. Por exemplo, por aqui o Alvi Negro depende exclusivamente do Poder Público para montar uma equipe meia boca, o que queima etapas, praticamente nenhuma equipe da SérieA realiza uma pré temporada, tudo no afogadilho, isso recai sobre a qualidade dos jogos e da própria competição que tem sido nivelada por baixo, Operário que tem patrocínio vai manter a Hegemonia por um bom e considerável tempo, agora precisaria a FFMS potencializar o Operário para seguir em frente nas competições que disputa, sem isso sempre será ouvido nas esquinas o “Quase” e isso não engrandece o Futebol Sul-Mato-Grossense, Sr. Estevão Petrallás.
Lembrando que isso tudo reflete nas categorias de base e na Ligas de Esportes, a ter como exemplo a Liga de Esportes de Corumbá que vive dias de pesadelos, domam com um sonho embaixo do travesseiro e amanhece a mesma coisa, nada muda, tanto que, segundo uma fonte fidedigna, teria havido uma tentativa de venda do patrimônio por R$ 5 milhões. Esquecem que, na dissolução da LEC, tudo o que for auferido deverá ser destinado às entidades filantrópicas, conforme estabelece o Estatuto Social da entidade. Ninguém da LEC leva nada, absolutamente nada, segundo a previsão estatutária.
Como parece haver a possibilidade de uma mudança no Estatuto, fica a dúvida sobre eventual alteração ou retirada desse artigo “pétreo”. Só falta.











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