Polícia aponta crimes de injúria, ameaça e dano cometidos por vereador contra ambulante
- Corumbá 'ON'
- 8 de jan.
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Diarioonline 08 de Janeiro de 2026

O delegado Regional da Polícia Civil de Corumbá, Fabrício Dias dos Santos, esclareceu que o vereador Elio Moreira Junior cometeu as práticas dos crimes de injúria (pena de detenção de 3 meses a 1 ano), ameaça (detenção de 1 a 6 meses) e dano (também detenção de 1 a 6 meses) contra o vendedor ambulante José Elizeu. "Agora as próximas providências estão a cargo do Ministério Público e do Judiciário", afirmou o delegado.
Na terça-feira (6), a assessoria de imprensa da Polícia Civil divulgou uma nota relatando que as apurações iniciais envolvendo o vereador e o vendedor ambulante, haviam sido concluídas. Ressaltou que outro procedimento, o de investigação da conduta do policial civil que atendeu a ocorrência no dia do fato, continua em andamento, mas não informou sobre a situação do vereador.
De acordo com o delegado Fabrício Santos, o procedimento que apurou a conduta de Elio Junior já foi encaminhado à Justiça. "Os fatos que ele (vereador) praticou configuram infrações penais de menor potencial ofensivo (penas inferiores a 2 anos, o que atrai a competência do Juizado Especial) e são investigados por meio de um procedimento mais simples, chamado Termo Circunstanciado de Ocorrência, que substitui o Inquérito Policial. No TCO não há a formalidade do indiciamento", explicou o delegado ao ressaltar que a "instauração do TCO não é uma escolha individual do delegado, mas uma imposição da lei".
Todas as partes envolvidas prestaram depoimento, além de testemunhas civis, policiais militares e policiais civis de plantão. Também foram analisadas imagens das câmeras internas e externas da delegacia, bem como registros do sistema, relatórios de plantão e os vídeos que circularam nas redes sociais.
O caso
A confusão envolvendo o vereador e o vendedor de salgados, ocorreu no final da tarde de sábado, 27 de dezembro (27) em frente à lanchonete da família do parlamentar, localizada na rua Delamare, centro de Corumbá.
As imagens, gravadas pelo ambulante, indicam que tudo começou após uma divergência com a esposa do vereador, que estava no estabelecimento comercial. José havia parado em frente ao prédio para vender seus salgados.
Durante a gravação, o vereador aparece, afirma ser o proprietário da lanchonete e acusa o homem de incomodar sua esposa. Em seguida, enquanto as imagens ainda eram gravadas, Elinho Jr. faz ameaças e quebra o isopor utilizado pelo vendedor para armazenar os salgados. O vídeo termina com o vereador e a esposa mandando que as imagens fossem apagadas.
Horas depois do ocorrido, o ambulante publicou um vídeo dizendo: "eu me alterei, eles também se alteraram, então, pessoal, não leve isso adiante". No entanto, na tarde de domingo, José Elizeu fez nova postagem em sua rede social, na qual afirma ter sido forçado a fazer a publicação.
Já o vereador também se pronunciou no domingo por meio de vídeo e afirmou ter "perdido a cabeça".
Comissão de ética e decoro
Na Câmara Municipal, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar foi acionada para apurar os fatos e prática dos crimes de injúria, ameaça e dano, atribuídos pela Polícia ao vereador. A Comissão tem prazo de 90 dias para concluir a apuração e levar o parecer ao plenário do Legislativo.






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