Mulher relata golpe de quase R$ 4,5 mil após contato de falso promotor em Ladário

Criminoso teria usado mensagens e videochamada para induzir vítima a realizar operações financeiras
Da Costa Filho, 17 de outubro de 2026

Uma mulher de 56 anos relatou ter sido vítima de um golpe financeiro após receber contatos de um homem que se apresentou como promotor de Justiça. O caso foi registrado na Polícia Civil de Ladário, na sexta-feira (16), dois dias depois das movimentações financeiras.
Segundo o boletim de ocorrência, o homem entrou em contato pelo WhatsApp, usando um número com DDD 67, e informou que a vítima teria uma audiência marcada. Por volta das 17h17, realizou uma videochamada na qual aparecia uma imagem com a sigla “STJ”. Durante a conversa, perguntou quais instituições financeiras ela utilizava e alegou que seriam necessários procedimentos para liberar valores relacionados a um processo judicial.
A mulher foi orientada a acessar sua conta em uma instituição financeira e digitar a senha, sob a justificativa de que a tela ficaria preta para impedir a visualização dos números digitados. Em seguida, o suspeito a instruiu a acessar a área do cartão de crédito da conta que utilizava com maior frequência, vinculada a uma plataforma de pagamentos. Ele afirmou que o suposto valor judicial seria depositado de forma parcelada. A vítima informou que tinha R$ 5 mil de limite disponível e seguiu as orientações, inclusive acessando links enviados pelo WhatsApp.
Conforme o registro policial, foram realizadas duas transferências via Pix, de R$ 1.999,99 e R$ 380, destinadas a pessoas diferentes. Todos os valores relacionados à ocorrência foram discriminados no boletim de ocorrência.
Após as transações, o homem pediu que a vítima não acessasse as contas bancárias até o dia seguinte. Em contato posterior, alegou estar participando de uma audiência. À noite, durante uma nova conversa, a nora da mulher percebeu que ela poderia ter sido enganada.
A vítima bloqueou o número utilizado pelo suspeito, comunicou as instituições financeiras e procurou a Polícia para registrar a ocorrência. O caso foi registrado como estelionato e segue em investigação.
Foto: Divulgação.
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